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Novo superintendente da Receita no Estado quer atendimento melhor ao público

Fonte: ZERO HORA

Em entrevista, Paulo Renato Paz garante nunca ter enfrentado ingerências políticas em 18 anos de atuação.

Paz assumirá o cargo às 9h desta quinta, em uma discreta cerimônia - Diego Redel

Paz assumirá o cargo às 9h desta quinta, em uma discreta cerimônia

É hoje, às 9h, em uma discreta cerimônia que Paulo Renato Paz assumirá o cargo de superintendente regional da Receita, em substituição a Dão Real Santos que pediu demissão em protesto contra exonerações de assessores ligados à ex-secretária Lina Vieira. Sem envolvimento com a política sindical, ao contrário de seu antecessor, o gaúcho garante nunca ter enfrentado ingerências políticas em seus 18 anos de fiscalização e cobrança dos débitos dos contribuintes. Ex-delegado do órgão em Florianópolis, acredita que a prioridade é retomar a normalidade, sem a atual exposição “negativa” na mídia, já que o trabalho continua em todas as unidades da Receita.

Zero Hora – Você assume a Receita em um momento bem complicado. Será difícil retomar a normalidade? A hora é de trabalhar, as ações estão correndo normalmente. É claro que o espaço na mídia é negativo, não interessa a ninguém. A regra é voltar à normalidade.

Paulo Renato Paz –

ZH – Já sofreste ingerência política como servidor? Estou há 18 anos e nunca passei por isso, nem ingerência política, nem administrativa.

Paz –

ZH – Qual a meta que pretende imprimir no órgão? Vamos manter o foco nos grandes contribuintes. Queremos também melhorar o atendimento ao público, via autoatendimento ou internet.

Paz –

ZH – O contribuinte, hoje, não é bem atendido? Não é isso. Mas queremos também ter um foco especial no comércio exterior, no porto de Rio Grande. É claro que, com a crise, caiu o volume do comércio internacional, mas a tendência é de aumento. Queremos prestar um atendimento ágil no porto, sem perder um momento de combate às fraudes. E queremos trabalhar com o desenvolvimento da consciência do cidadão, que deve pedir a nota fiscal e não ter vergonha de fazer isso, como hoje acontece.

Paz –

ZH – A sonegação cresceu muito, as fraudes se sofisticaram? A pergunta é difícil. Se soubéssemos quem sonega, a fiscalização iria direto ao fraudador. Continuaremos com a fiscalização/análise setorial e, quando notarmos que um contribuinte destoa dos demais, vamos atrás. Trabalhamos muito com a inteligência, fundamental em nossas ações.

Paz –

 
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