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Mercosul faz mal ao Uruguai, diz opositor
Thiago Guimarães, da Reportagem Local
Fonte: Folha de São Paulo

 

Candidato à sucessão presidencial uruguaia defende reformulação de bloco e questiona êxito econômico de atual governo esquerdista

Para Luís Lacalle, de centro-direita, vitória no 2º turno, no dia 29, é chave para preservar equilíbrio entre Executivo e Legislativo

Diferentemente das últimas eleições no Uruguai desde o fim da ditadura (1973-1985), a atual sucessão presidencial no país é ofuscada pelo êxito do presidente Tabaré Vázquez, aprovado por 70% da população.
Embalada pelos altos preços de commodities e pelo fim da recessão de 1999-2002, a economia do Uruguai cresceu 29% sob Tabaré. O investimento externo subiu 140%, a dívida pública baixou de 67% a 49% do PIB, e pobreza, inflação e homicídios ficaram estáveis.
Vencer esse retrospecto é a tarefa do opositor Luís Alberto Lacalle, 68, ex-presidente (1990-1995) que enfrenta o candidato de Vázquez, o ex-guerrilheiro e senador José Mujica, 75, no segundo turno do próximo dia 29.
Com desvantagem de 7 a 10 pontos nas pesquisas, o candidato do Partido Nacional (centro-direita) subiu o tom na reta final da campanha, associando Mujica a um caso policial. Introdutor das reformas liberais dos anos 90 no país, diz que Tabaré pegou carona na bonança econômica mundial pré-crise.
Em entrevista à Folha, Lacalle afirma que o Mercosul faz mal ao Uruguai e defende a “teoria do equilíbrio”: sua vitória será um contrapeso ao Congresso dominado pela Frente Ampla de Mujica e Tabaré.

 

 
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